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No concorrido, agitado e
competitivo cenário econômico dos tempos modernos, são poucas as
empresas que podem exibir com orgulho um currículo de 30 anos.
Menos ainda são as empresas que podem fazer isso em um nicho de
mercado tão específico como as competições a motor. A Amir Nasr
Racing estreou nas pistas de competição em 1980 e mostra fôlego,
solidez, criatividade e, principalmente, paixão capazes de levá-la
a pelo menos mais 30 anos de sucesso.
Os primeiros
anos
A paixão pela velocidade e pelas competições é naturalmente o
começo de tudo e com a Amir Nasr Racing não foi diferente. Surgida
para cuidar da carreira do próprio Amir Nasr, a equipe logo
percebeu que a atenção e a preocupação com os detalhes poderiam ser
mais bem aproveitadas em um campo onde pudesse existir economia de
escala. E entre os detalhes estavam não só o cuidado com os
equipamentos e a escolha das melhores soluções técnicas, estava
também a administração de tudo. Do dinheiro e imagem do
patrocinador até o aproveitamento do retorno gerado.
A fase F3
O período de treinamento deu lugar a uma filosofia de trabalho que
na Fórmula 3 Sul-Americana se traduziu em um domínio quase
absoluto. O método de trabalho e relacionamento tornaram-se
referência no mercado e trouxeram o reconhecimento por parte de
Pilotos, Patrocinadores e Fornecedores. De uma equipe de
competições na pista a Amir Nasr Racing se transformou em uma
equipe de consultoria de alta performance no mercado. Foi nessa
época que ao lado da representação de diversos produtos destinados
às competições a Equipe passou a ser procurada e usada para testar
produtos, idéias e soluções na área automotiva.
Quanto aos Pilotos a Equipe além
de ajudar a revelar nomes como os de Hélio Castroneves, Vitor
Meira, Juliano Moro, Constantino Júnior, Rodrigo e Ricardo
Sperafico, Tarso Marques, Felipe Nasr e vários outros, serviu de
apoio para que Antonio Pizzonia, Luciano Burti, Mark Taylor, Bruno
Junqueira, Cristiano da Matta, Mario Haberfeld, Max Wilson, Atila
Abreu, Sergio Jimenez polissem seus talentos e aproveitassem melhor
os seus potenciais.
Potenciais Técnicos e Comerciais,
já que foi nessa fase da F3 que a Equipe deu ao Patrocínio de uma
maneira geral e aos seus Patrocinadores de uma maneira particular,
uma estrutura onde o retorno pretendido pudesse ser medido em fatos
e não em entusiasmo apenas. Um posicionamento forte, ousado e que
no mundo das competições, que movimenta verbas expressivas, não
tinha sido ainda efetuado.
Nasr e Castroneves,
NasrCastroneves e a Stock Car
O crescimento não parou e foi assim que a Equipe chegou à Stock Car
V8 a categoria de maior sucesso comercial no Brasil. Chegou
analisando com cuidado, propondo soluções e mostrando a mesma
inquietude e vontade de sempre. Fez mais, inaugurou uma parceria
inédita com um Piloto de sucesso, em atividade. Era a primeira vez
que um Piloto brasileiro de sucesso associava seu nome ao
Automobilismo nacional antes de ver encerrada a sua carreira no
exterior. Helinho Castroneves voltou então à casa onde, como
Piloto, deu consistência ao seu enorme talento natural e à sua
capacidade de vencer corridas. A parceria na Stock Car, naquela que
se tornou então a NasrCastroneves Racing. Para a Equipe era o
reconhecimento de uma referência que sempre teve: de ser uma Equipe
Brasileira com jeito de Internacional.
A
internacionalização
O próximo passo natural, então, seria a internacionalização que,
porém, ainda está longe de acontecer. É que o Automobilismo
Brasileiro ainda tem um longo caminho a percorrer um sem-número de
oportunidades e capítulos que devem ser mais bem tratados, antes de
se aventurar em outros campos.
Nada que não comece, no entanto,
a ser planejado com rigor e feito de forma aparentemente tímida mas
muito segura. Como em tudo o que a Amir Nasr Racing faz,
respeitando limites, brigando sempre por condições mais justas,
pensando na responsabilidade que tem como parte do espetáculo e
propondo permanentemente maneiras de melhorar o ramo de negócios
que escolheu para participar.
Automobilismo como
negócio
De diletantismo o Automobilismo passa a ser um próspero negócio
respeitado e digno de servir como exemplo. Principalmente em uma
economia como a nossa onde importações, tecnologia de fora e
esporte de alta performance ainda não são prioridade. Mas o País
avança, se torna um participante global cada vez mais pelo esforço
de pessoas e grupos em diversas outras áreas que, como a Amir Nasr
Racing, sabem que não existe melhor negócio no Mundo do que aquele
onde além de saber o que você está fazendo, está fazendo muitíssimo
bem feito. O que conta é o exemplo que pode ser usado como
referência e até mesmo copiado, fato que no Automobilismo é prática
corrente e não causa constrangimento nenhum.
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